terça-feira, 16 de agosto de 2011

Explicação (des)necessária.


Inspiração para escrever nunca falta.

Acontecimentos do cotidiano, lembranças do passado, sonhos e projetos para o futuro, encontros, desencontros, descobertas, surpresas, decepções... cada um desses temas renderia boas linhas. A todo momento somos instados a nos posicionar diante da vida.

Talvez o que obstacularize a constância na escrita aqui seja a falta da disciplina, do hábito, da obrigação, mas a falta de assunto jamais será desculpa.

Quando eu sento e coloco no papel meus pensamentos, parece que tudo se organiza. Parafraseando Caio Fernando Abreu, é como se eu abrisse a cabeça, tirasse tudo para fora e arrumasse direitinho como quem arruma uma gaveta.

Mas, ao mesmo tempo que eu penso que isso é incrivelmente produtivo, eu penso que, em certos momentos, a vida é apenas para ser vivida e ponto final. Se pararmos sempre para analisar tudo meticulosamente, não sorveremos aquele momento único com a avidez necessária.

Eu acho, também, que quando se tornar obrigação, hábito e disciplina escrever aqui, perderá o sentido.

Por isso sigo, mesmo que a inspiração não falte, escrevendo aqui sem qualquer cronologia regular de postagem.

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