sábado, 20 de agosto de 2011

Talvez, nem seja pedir tanto...


O texto que vou transcrever circula na internet e foi postado por um professor no grupo de e-mails da faculdade recentemente. A suposta autoria dele é atribuída a Abraham Lincoln, no ano de 1830, que o teria escrito, em forma de carta, e endereçado ao professor de seu filho.

Não acredito mesmo que isso seja verdade e não encontrei, em minha breve pesquisa, qualquer comprovação da veracidade dessa informação. Entretanto o anonimato da autoria, no meu ponto de vista, não diminui a importância dos valores contidos nessas palavras.

Engraçado que esse texto expressa exatamente o meu sentimento nesse momento da minha vida. Um sentimento de desilusão por constatar certas verdades inarredáveis, mas que tem sido sufocado pela esperança e fé que me movem e motivam a transformar o mundo, começando por mim.

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“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso. Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens. Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor.”


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Explicação (des)necessária.


Inspiração para escrever nunca falta.

Acontecimentos do cotidiano, lembranças do passado, sonhos e projetos para o futuro, encontros, desencontros, descobertas, surpresas, decepções... cada um desses temas renderia boas linhas. A todo momento somos instados a nos posicionar diante da vida.

Talvez o que obstacularize a constância na escrita aqui seja a falta da disciplina, do hábito, da obrigação, mas a falta de assunto jamais será desculpa.

Quando eu sento e coloco no papel meus pensamentos, parece que tudo se organiza. Parafraseando Caio Fernando Abreu, é como se eu abrisse a cabeça, tirasse tudo para fora e arrumasse direitinho como quem arruma uma gaveta.

Mas, ao mesmo tempo que eu penso que isso é incrivelmente produtivo, eu penso que, em certos momentos, a vida é apenas para ser vivida e ponto final. Se pararmos sempre para analisar tudo meticulosamente, não sorveremos aquele momento único com a avidez necessária.

Eu acho, também, que quando se tornar obrigação, hábito e disciplina escrever aqui, perderá o sentido.

Por isso sigo, mesmo que a inspiração não falte, escrevendo aqui sem qualquer cronologia regular de postagem.