Como diria Edmund Burke, ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.
Então façamos.
Eu me recuso a aceitar com passividade essa realidade insana e cruel.
Eu me recuso a aceitar passivamente o assassinato da menina Adriele C. de Almeida de 16 anos por homofobia. Eu me recuso a aceitar que o morador de rua de Ourinhos tenha 80% do seu corpo queimado...e tantas outras tragédias diárias e não noticiadas.
Enquanto não entendermos que a tragédia do Realengo não é um fato isolado e que ela acontece todos os dias sob a insígnia do preconceito, da intolerância, seja religiosa ou não, enfim, da ignorância, continuaremos a presenciar, silentes, a degradação de tudo o que nos faz humanos.
Eu me recuso. E você?